Doença Renal Crônica: saiba prevenir e identificar os sintomas

Março foi escolhido como um mês de incentivo à prevenção de doenças renais. Ainda que o foco da campanha mais divulgada seja nos humanos, é preciso estar atento à saúde dos pets. Cachorros e gatos podem desenvolver a chamada Doença Renal Crônica, também conhecida como DRC. Apesar de ser um problema crônico, quando diagnosticada precocemente e tratada de maneira correta, a doença pode ter os impactos na vida dos bichinhos minimizados.

Doenças renais são caracterizadas por anomalias ou problemas na funcionalidade de um ou ambos os rins do animal. Para ser considerado crônico, os sintomas precisam persistir por três ou mais meses, ao contrário da chamada Insuficiência Renal Aguda (esta ocorre devido a um fator isolado, como a ingestão de uma planta tóxica ou o uso incorreto de medicamentos, por exemplo, que leva à falência dos rins).

É preciso estar muito atento à possíveis mudanças de comportamento do pet. Isso porque a DRC não costuma ser detectável em seu estágio inicial, ou seja, quando os sintomas se tornam altamente perceptíveis, é sinal de que a doença já está em uma fase mais avançada. 

Os gatos costumam ser mais afetados por este tipo de comorbidade, que pode ser decorrente de algum fator hereditário ou de alguma ação externa. Apesar de, muitas vezes, não ser possível determinar o que levou o pet à insuficiência crônica, é necessário se atentar aos hábitos diários deles - checar se o gatinho está comendo e bebendo água regularmente é extremamente importante, pois a hidratação é uma das principais consequências das doenças renais.

Entre os gatos, os principais sintomas da doença renal crônica são produção de urina e consumo de água em excesso, vômito e emagrecimento. Além disso, a urinação em locais diferentes dos habituais, ulceras bocais, halitose e o aumento de miados são também sinais de alerta para o tutor.

No caso dos cachorros, somam-se perda de apetite, dor abdominal, fadiga, além de convulsões. As causas da doença também costumam englobar problemas cardíacos, infecções como leptospirose e parasitas, e algumas raças demonstram maior tendência no desenvolvimento do problema: Poodles, Bull Terriers, Pugs, Beagles e Rottweilers, por exemplo.

Para a proteção dos pets idosos (com idade acima de oito anos) é recomendado a realização de exames de check-up de rotina, de acordo com a indicação veterinária.

Daniel Cooper, médico veterinário e diretor de operações da My Pet, esclarece que entre as principais causas da DRC estão infecções, exposição do animal a produtos tóxicos, uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos e causas genéticas.

Ele explica que a detecção é feita pelo exame de sangue: “São mensurados a creatinina, uréia, fósforo, cálcio e hemogasometria. Há também testes rápidos, que são titulados como ‘marcadores precoces’ de lesão renal, como o SDMA, afirma Daniel, que recomenda também a realização de exames de Urinálise.

Daniel destaca que alguns hábitos e atitudes são aliados para prevenção desta doença. “O turtor deve ficar atento aos sinais descritos acima, sempre estimular a ingestão hídrica adequada, bem como, evitar medicamentos sem prescrição médica e fornecer alimentação adequada”, finaliza o veterinário.

É preciso lembrar que a doença renal crônica não possui cura, mas os tratamentos podem garantir ao pet uma convivência mais tranquila com este problema. No final das contas, a melhor maneira de garantir a saúde do pet é mantendo consultas periódicas com médicos veterinários e, em caso de identificação da comorbidade, seguir os tratamentos sugeridos.

 

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