Doação de sangue animal: seu pet pode salvar vidas

Campanhas de doação de sangue já fazem parte da rotina na sociedade – todos sabemos a importância e a quantidade de vidas que podem ser salvas com esta ação simples e rápida. Mas, você sabia que cachorros e gatos também podem doar e ajudar outros bichinhos a se recuperarem de doenças, cirurgias e procedimentos médicos?

Apesar de ainda pouco conhecida, a doação de sangue animal é extremamente importante para o funcionamento da área de saúde veterinária. Assim como os seres humanos, gatos e cachorros também possuem vários tipos sanguíneos e, quanto mais bichinhos doarem, tantos outros poderão ser salvos e voltarem a viver uma vida tranquila e feliz junto aos seus tutores.

É comum na rotina hospitalar necessitarmos de sangue para transfusão de pacientes acometidos com doenças ou traumas, muitas vezes em uma urgência para garantir a vida do paciente”, conta o médico veterinário Daniel Cooper, explicando que os bancos de sangue atendem à demanda, mas, a depender da região, ainda se nota alguma dificuldade em conseguir bolsas para realizar estes procedimentos, principalmente em casos agudos.

A doação é rápida e indolor para os animais – hospitais e clínicas que realizam a coleta contam com profissionais especializados, que poderão oferecer os cuidados e a atenção necessária para o bichinho. E, justamente para garantir o bem-estar do doador, existem alguns critérios para qualificar o animal para o procedimento. “Em geral, os procedimentos de coleta são tranquilos. Os doadores precisam ter um perfil dócil e colaborativo, uma vez que o animal precisa permanecer deitado por alguns minutos. Costumamos coloca-los em locais calmos e seguros” esclarece Daniel.

Apesar de um pouco variáveis, esses critérios costumam seguir um padrão, dependendo do local,. Podem doar cachorros com idade entre um e oito anos, pesando no mínimo 25 quilos. É importante que o cão esteja com as vacinas e vermífugo em dia. Também é comum que só sejam aceitos cachorrinhos que não tenham tido doenças anteriormente e nem recebido transfusões.

No caso dos gatos, as restrições seguem um mesmo padrão, mas com algumas pequenas diferenças: o peso mínimo é de quatro quilos, com idade variando de um a sete anos. Além disso, felinos podem doar no máximo 40ml de sangue, enquanto cachorros estão aptos a fornecer até 450ml, de acordo com o peso e condição clínica do doador. “Felinos, na maioria, necessitam de uma leve sedação, para sua própria segurança”, afirma o veterinário.

As recomendações anteriores à doação também são simples. Indica-se que o pet chegue ao local da coleta em jejum de quatro ou cinco horas. E o tutor não precisa se preocupar: ele estará presente em todo o processo, para acalmar e passar confiança para o bichinho, já que ele estará acordado durante o procedimento. Ao final, o cão ou gato já está liberado para ir para casa, sem haver a necessidade de ficar internado ou sob observação. E o melhor de tudo para eles: um biscoitinho ou recompensa pode ser um grande incentivo.

Ajudar a encher os bancos de sangue veterinários é um grande ato de amor, não apenas pelo seu próprio pet, mas por todos os animais que possam necessitar de transfusão, seja por uma cirurgia ou por uma doença autoimune. Para ajudar, basta procurar hospitais e clínicas aptos a coletar o sangue do seu amigo de quatro patas. “Após o recebimento das bolsas sempre realizamos testes para verificar a compatibilidade sanguínea entre doadores e receptores”, finaliza Daniel, que é diretor de operações do grupo My Pet.

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